segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Textos para 6a. série / 7o. ano - 3o. bimestre

9. As grandes paisagens naturais brasileiras
Profa. Celina – Geografia – 6ª. série

Neste tema, vamos estudar a enorme diversidade paisagística que existe no Brasil. Entretanto, como sabemos, parte importante do valioso patrimônio natural que os brasileiros receberam como herança já foi degradada. A Mata Atlântica, por exemplo, foi reduzida a menos de 10% de sua área de ocorrência original devido à exploração predatória à qual foi submetida nos últimos quinhentos anos. Na Floresta Amazônica, a devastação começou um pouco mais tarde, mas também já produziu estragos irreversíveis: calcula-se que 20% da floresta tenham sido intensamente degradadas. Dados do Ministério do Meio Ambiente estimam que apenas 61,1% da área original do cerrado esteja conservada, e que o bioma encontra-se fragmentado. No nordeste e no sul do país, em áreas outrora (antigamente) recobertas por caatingas e campos, aparecem extensas manchas de desertificação, provavelmente resultantes de manejo inadequado dos solos.
O Brasil é o país de maior biodiversidade do planeta: estima-se que pelo menos 70% de todas as espécies vegetais e animais conhecidos ocorram em seu território. De acordo com os Estudos de Representatividade Ecológica dos Biomas Brasileiros, a biota (conjunto de espécies) terrestre brasileira apresenta até 56 mil espécies de plantas superiores (árvores) já conhecidas (a flora mais rica do mundo), mais de 3 mil espécies de peixes de água doce, 517 espécies de anfíbios, 1.677 espécies de aves, 518 espécies de mamíferos e, provavelmente, 10 milhões de insetos.
Toda essa riqueza é resultante da dimensão continental e da grande variação geomorfológica e climática que caracterizam o território brasileiro, e que se expressam em uma imensa diversidade paisagística. A vegetação é comumente utilizada como elemento-síntese dessa diversidade.
Como o principal fator de diferenciação entre essas paisagens é a cobertura vegetal, que serve de referência para o mapa “Brasil: ecossistemas” na página 3 do caderno do aluno. Alguns termos na legenda são desconhecidos, segue uma síntese das características de cada um desses ecossistemas:
- Amazônia: dominado pela floresta equatorial, extremamente rica em variedade de espécies;
- Cerrados: dominados por vegetação arbustiva, de galhos retorcidos e cascas grossas, adaptada às características do solo e ao clima marcado pela alternância entre a estação chuvosa e a estação seca;
- Caatingas: dominado por espécies espinhosas, adaptadas à baixa quantidade de chuvas;
- Meio-Norte: dominado por espécies de palmeiras, tais como o babaçu e a carnaúba;
- Pantanal: apresenta uma vegetação complexa, adaptada às inundações periódicas que ocorrem durante o período das chuvas;
- Costas e floresta atlântica: vegetação costeira (praia, mangues e dunas) e floresta tropical, mais conhecida como Mata Atlântica, que abriga uma enorme diversidade de espécies vegetais;
- Florestas semicaducifólia: florestas submetidas ao clima subtropical, mais homogênea que as florestas equatoriais e tropicais, perdem as folhas durante o inverno;
- Pinheiros: floresta dominada por espécies de pinheiros, em especial a araucária;
- Extremo Sul: colinas recobertas por vegetação campestre.
            As paisagens vegetais brasileiras estão divididas em formações florestais, formações arbustivas e herbáceas e formações complexas e litorâneas.
- as formações florestais são aquelas dominadas pela presença de árvores cujo caule forma um tronco que só começa a se ramificar bem acima do solo. Exemplo: Floresta Amazônica, Floresta Tropical / Mata Atlântica e Mata dos Pinhais;
- as formações arbustivas são dominadas por arbustos nos quais o caule é ramificado desde a base; as formações herbáceas são dominadas por espécies que não apresentam caule. Exemplo: Cerrado, Caatinga e Campos;
- as formações complexas mesclam características de todas as outras; as formações litorâneas apresentam os mais diversos aspectos, entre os quais se destacam os manguezais. No ambiente dos manguezais, onde os solos são salinos e pobres em oxigênio, as raízes saem diretamente do caule. Exemplo: Complexo do Pantanal e Vegetação Litorânea.
            A formação vegetal que ocupa a maior extensão do território brasileiro é a Floresta Amazônica. Já a formação vegetal que ocorre no estado de São Paulo é a Mata Atlântica, considerando sua formação original, já que ela foi bastante devastada.

A evolução da vegetação
Alguns mapas apresentam a evolução da vegetação no decorrer do tempo e, além da identificação das formações vegetais já trabalhadas, a legenda destes mapas introduz uma novidade: as "áreas antrópicas", ou seja, que já foram intensamente modificadas pela ação humana. As "áreas antrópicas" mapeadas são áreas que perderam a cobertura vegetal original e se transformaram em campos agrí­colas, em cidades ou mesmo em áreas de ex­ploração de madeira ou de recursos minerais. Isso significa que, quanto maior a extensão das áreas antrópicas, maior é o grau de de­vastação das paisagens naturais.
            Se compararmos a evolução das áreas antrópicas entre 1950-1960 e 1980-2000, verificamos que estas áreas só têm aumentado, devido à ampliação da ocupação humana, que transformou as paisagens naturais em paisagens rurais e urbanas. Entre 1950-1960, existiam poucas manchas de “áreas antrópicas” no cerrado, enquanto em 1980-2000 uma grande parte desta formação vegetal já havia se transformado em “áreas antrópicas”, resultado da construção de novas cidades e do avanço da agropecuária modernizada sobre essa formação vegetal. As formações vegetais que se encontram mais preservadas são a Floresta Amazônica (ou Floresta Equatorial) e a vegetação do Pantanal (ou Formação Complexa do Pantanal). Já as mais devastadas são a Mata Atlântica (ou Floresta Tropical Úmida de Encosta) e a Mata dos Pinhais (ou Floresta de Araucárias).

Os biomas
A vegetação é a base para iniciarmos o estudo das paisagens naturais brasileiras, por ser o elemento que apresenta a maior facilidade de identificação. Entretanto, uma paisagem natural é sempre resultante da combinação de diversos elementos da natureza. Em uma floresta equatorial, como a que ocorre na Amazônia, por exemplo, a vegetação exuberante é o elemento mais visível da paisagem, mas ela provavelmente não estaria lá se não fossem as chuvas abundantes, o calor que permanece o ano inteiro e os rios caudalosos.
Por isso mesmo, para estudar o nosso patrimônio ambiental, é preciso considerar as interações entre os seres vivos (plantas e animais) e os elementos não-vivos do ambiente (clima, relevo, solo e muitos outros). O conjunto dinâmico for­mado em determinada área geográfica pelas inte­rações entre os seres vivos e o seu ambiente natural constitui um ecossistema. Os biomas, por sua vez, são paisagens naturais de grandes dimensões, nos quais existem diversos ecossistemas contíguos e associados. De acordo com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Re­nováveis (Ibama), existem sete biomas no territó­rio brasileiro: Amazônia, Cerrado, Pantanal, Campos Sulinos, Caatinga, Mata Atlântica e Costeiros.

Os domínios morfoclimáticos
Outra forma de estudar a natureza brasileira foi proposta pelo geógrafo Aziz Ab'Saber, que dividiu o território do país em seis grandes paisagens naturais, denominadas por ele de domínios morfoclimáticos, como observamos no mapa “Brasil: domínios morfoclimáticos” na página 13 do caderno do aluno. Cada um destes domínios se singulariza por uma combinação particular en­tre diversos elementos da natureza, com destaque para a vegetação, o clima e as formas do relevo.
Essa forma de classificação apresenta algumas diferenças em relação à que deu origem ao mapa “Brasil: biomas”, segundo o Ibama, na página 11 do caderno do aluno:
- enquanto os biomas identificados pelo Ibama foram sete, os domínios morfoclimáticos identificados por Aziz Ab’Saber foram seis;
- o Domínio das Araucárias corresponde a parte do bioma Mata Atlântica;
- já o bioma Pantanal corresponde a uma zona de transição entre os domínios Cerrado e Mares de Morros;
- a Mata das Araucárias é uma formação florestal e de acordo com o Ibama, trata-se  de um dos ecossistemas que compõem a Mata Atlântica. De acordo com Aziz Ab’Saber, trata-se de um domínio singular, pois a paisagem é mais homogênea (abrigando um número menor de espécies) e nela predo­mina a espécie conhecida como araucária;
- com relação ao Pantanal, ocorre o inverso: de acordo com o Ibama, trata-se de um bioma singular, ao passo que, no mapa dos domínios, ele aparece como região de transição, pois nele podemos encontrar trechos de florestas, de cerrados e de vegetação herbácea;
- a principal diferença entre as duas classificações: no mapa dos biomas, existe um limite demarcado entre eles, enquanto os domínios são separados por extensos corredores, denominados zonas de transição, nos quais elementos do cerrado e da floresta se mesclam, pois é impossível delimitar rigidamente a fronteira entre paisagens naturais.
Síntese das características de cada domínio:
- Amazônico: terras baixas florestadas equatoriais;
- Cerrado: chapadões tropicais interiores com cerrados e florestas-galerias;
- Mares de Morros: áreas mamelonares (arredondadas) tropicais-atlânticas florestadas;
- Caatinga: depressões intermontanas e interplanálticas semi-áridas;
- Araucária: planaltos subtropicais com araucárias;
- Pradarias: coxilhas subtropicais com pradarias mistas.

10. As florestas brasileiras


Qual a dinâmica e quais os vetores responsáveis pela degra­dação das formações florestais brasileiras, em especial a Mata Atlântica e a Floresta Amazônica? Quais as conseqüências desse fenômeno?
No caso da Mata Atlântica, a história da devastação começou com a chegada dos portu­gueses: somente no século XVI, estima-se que o comércio de pau-brasil tenha provocado a derrubada de pelo menos 2 milhões de árvores. No decorrer da colonização, grandes extensões da Zona da Mata nordestina cederam lugar às plantations canavieiras. No século XIX, foi a vez de as fazendas de café se espalharem pelo vale do Rio Paraíba e pelos planaltos recobertos do oeste paulista, expulsando a floresta. Desde então, importantes núcleos urbanos e industriais ergueram-se nas áreas originalmente ocupadas pelos ecossistemas florestados. O agravamento dos processos erosivos nas encostas, agora des­nudadas, é uma das conseqüências mais eviden­tes do desflorestamento. Em áreas urbanas, o deslizamento das encostas em períodos chuvosos pode resultar em verdadeiras tragédias, já que milhares de famílias vivem nessas encostas.
O desmatamento na Amazônia, por sua vez, reflete o avanço da fronteira agropecuária. Os ecossistemas florestados dão lugar a pasta­gens ou campos de cultivo, principalmente de soja, processo acelerado pela abertura de novas estradas. Os vetores de ocupação configuram "arcos de devastação" no Tocantins, sul do Pará, Maranhão, Mato Grosso e Rondônia.
A retirada da vegetação acelera os processos erosivos, que podem causar sulcos no solo, e colabora com os deslizamentos de blocos de terra: as raízes das plantas fixam as partí­culas que formam o solo, reduzindo a intensidade de seu transporte pelas águas das precipitações. Quando observamos uma imagem (página 17 do caderno do aluno) que apresenta uma clareira (buraco) numa floresta, devemos associar com a devastação do ecossistema e com a perda de suas características originais.

A Amazônia em perigo
A Amazônia é grandiosa e singular, pois ocupa uma vasta extensão territorial e abriga uma enorme biodiversidade. Vamos ler o texto “A maior floresta do mundo” na página 20 do caderno do aluno.
O mapa “Amazônia: cenários de destruição”, na página 22 do caderno do aluno, mostra o estágio atual de desmatamento e retrata como estará a situação em 2050, caso sejam adotadas políticas públi­cas eficazes para controlar o desmatamento (cenário otimista) ou prossiga o ritmo de de­vastação registrado nas últimas décadas (cenário pessimista).

A devastação da Mata Atlântica
Quando os primeiros exploradores euro­peus chegaram à América, a Mata Atlântica cobria 15% do território que hoje pertence ao país chamado Brasil, distribuindo-se por 17 dos atuais Estados brasileiros: Rio Grande do Norte, Ceará, Alagoas, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe e São Paulo.
A Mata Atlântica trata-se de um bioma formado por um conjunto de paisagens vegetais que inclui campos de altitude, mata de encosta, mata de planície costeira, manguezal e ambien­te marinho costeiro.
Atualmente, a Mata Atlântica está redu­zida a cerca de 7% de sua área original, mas ainda abriga mais de 20 mil espécies de plantas, das quais 8 mil são endêmicas, ou seja, espécies que não existem em ne­nhum outro lugar.
Cerca de 110 milhões de pessoas vivem na área originalmente ocupada pelo bioma Mata Atlântica. Mesmo reduzido e fragmen­tado, este bioma ainda ocupa um papel essencial na vida dessas pessoas, na medi­da em que mantém nascentes e fontes fun­damentais para o abastecimento de água, atuam na regulagem do clima e protegem escarpas (face íngreme de uma montanha) e encostas de morros contra os deslizamentos.

11. Os cerrados do Brasil Central

Vamos investigar os cerrados brasileiros por meio de duas estra­tégias diferentes: a análise de uma carta aberta produzida pelos Povos do Cerrado e o resgate das possíveis relações entre a devastação deste bioma e o recente surto de febre amarela ocorrido no Brasil Central. Serão apresentadas as características essenciais do bioma e os principais vetores de sua recente degradação.

Cerrado: biodiversidade e degradação
O Cerrado, segundo mais extenso bioma brasileiro, abrange mais de um quinto da área do país. Trata-se de uma formação na qual o estrato de árvores e arbustos coexiste com o da vegetação rasteira for­mada essencialmente por gramíneas. No mosaico do Cerrado entrelaçam-se trechos de campos limpos (predominância de gramí­neas), campos sujos (gramíneas e arbustos), campos cerrados (predominância de arbus­tos) e cerradões (bosques com copas que se tocam e criam sombra, nos quais o estrato herbáceo-arbustivo é rarefeito). Ao longo das margens dos rios, onde a umidade do solo é maior, ocorrem matas ciliares.
Este bioma é condicionado por três fatores: o regime de chuvas, os tipos de solos e a ação do fogo. O clima tropical do Bra­sil Central exibe concentração de chuvas no verão e longa estação seca de inverno. Predominam solos ácidos e deficientes em nutrientes. As queimadas naturais são fre­quentes. Os cerrados do Brasil Central, em especial em chapadas planas, dotadas de solos profundos, captam e distribuem as águas, alimentando importantes bacias hidrográficas nacionais, tais como do São Francisco, do Araguaia/Tocantins, do Pa­raná e Amazônica.
Estima-se que o Cerrado abrigue cerca de um terço da biota brasileira e algo como 5% da flora e fauna mundiais. A sua flora, por exemplo, é a mais diversa entre todas as sa­vanas tropicais (que ocorrem na África, Ín­dia e Austrália). De acordo com o Ibama, ela abrange 774 espécies de árvores e arbustos, das quais 429 são endêmicas. A fauna tam­bém é bastante diversificada, mas com baixo grau de endemismo, pois a maioria das espé­cies é de ampla distribuição geográfica.
A valorização econômica do Cerrado intensi­ficou-se a partir das décadas de 1950 e 1960, com a construção de Brasília e a abertura de rodovias de integração nacional conectando o Centro-Oeste ao Sudeste e à Amazônia, e em 1970, com a chegada da agricultura moderna, que modificou extensamente as paisagens e in­tensificou os processos erosivos. Além disso, a irrigação extensiva e o alto grau de utilização de pesticidas, herbicidas e fertilizantes quími­cos comprometem os recursos hídricos.
Muitas pessoas acreditam que o desmatamento do Cerrado não tem grandes conse­quências ambientais, porque esse tipo de vegetação não é tão denso quanto a Mata Atlântica ou a Floresta Amazônica. Não é bem assim: o Cerrado tem sua importância em termos de biodiversidade. O desmatamento do Cerrado implica também a aceleração de processos erosivos e a poluição das águas. Portanto, afeta de maneira significativa a qualidade de vida da população regional.

A voz dos Povos do Cerrado
A carta reproduzida na página 28 do caderno do aluno foi escrita pelos representantes dos Povos do Cerrado, reunidos no 2º. Encontro Nacional dos Povos das Florestas.
Entre os Povos do Cerrado, signatários da carta, destacam-se as populações tradicionais. O conceito de populações tradicionais é dê difícil definição, mas está fortemente relacio­nado à integração que essas populações esta­belecem com a natureza, com a qual convivem e da qual tiram seu sustento. Veja o significado dos
termos usados no texto para descrever as po­pulações tradicionais do Cerrado e da imensa gama de atividades realizadas por essas populações há muitas gerações:
- Geraizeiros: habitantes dos campos gerais, caracterizados por chapadas;
- Veredeiros: habitantes das veredas, áreas férteis que separam as chapadas, nas quais ocorrem as roças e a criação de bois;
- Quebradeiras de coco: mulheres que tiram seu sustento da quebra do coco babaçu e da venda de seus produtos, que podem ser usados na produção de óleo, carvão, ração animal, artesanato e cosméticos;
- Vazanteiros: pequenos agricultores que ocupam as margens dos rios;
- Pescadores artesanais: pescadores que usam técnicas artesanais, ao contrário do que ocorre na cha­mada pesca industrial;
- Retireiros: trabalhadores rurais responsáveis pela ordenha realizada em sítios e fazendas;
- Pantaneiros: moradores do Pantanal. Alguns deles exercem atividades tradicionais, tais como os boiadeiros, responsáveis pela condução do gado, os extrativistas, que coletam os frutos regionais, e os pescadores;
- Agroextrativistas: populações que combinam atividades agrícolas (tais como cultivo de árvores frutíferas) com atividades extrativistas.
Na carta aberta, os Povos do Cerrado demonstram uma forte relação com o ambiente natural no qual vivem.

Devastação ambiental e saúde: o caso da febre amarela
No início do ano 2008, houve no Brasil Central um surto de febre amarela, ampla­mente noticiado pela imprensa. De acordo com diversos especialistas, o aumento dos casos da doença guarda forte relação com a devastação do Cerrado. Vamos ler um trecho de uma reportagem sobre, publicada na Folha, na página 29 do caderno do aluno.

12. O Sistema Nacional de Unidades de Conservação

A criação de Unidades de Conservação (UCs) é uma estratégia mundialmente adotada para a proteção da diversidade biológica. No Brasil, o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), aprovado em julho de 2000, é uma das mais importantes diretrizes da agenda ambiental. O SNUC pretende regulamentar a criação e gestão das Unidades  de Conservação federais, estaduais e municipais no Brasil. Vamos explorar a distribuição geográfica das Unidades de Conservação Federais do Brasil e apresentar uma das mais importantes Unidades de Conservação sob a responsabili­dade do governo do Estado de São Paulo, o Parque Estadual da Serra do Mar.
Unidades de Conservação  (UCs) são áreas destinadas à proteção da biodiversidade e dos recursos naturais da devastação e da exploração predatória dos recursos presentes em seus ecossistemas. As UCs são criadas diante da necessidade de proteger o patrimônio ambiental brasileiro.
            As Unidades de Con­servação são muito importantes e suas paisagens naturais são protegidas por lei. O Sistema Nacional de Unidades de Conservação regulamenta estas áreas.  Observe a tabela “Estado de proteção dos principais domínios ve­getacionais do Brasil”, na página 33 do caderno do aluno, e o mapa “Brasil: unidades de conservação federais”, na página 32 do caderno do aluno: O bioma Amazônia, de enorme extensão, ainda mantém grandes extensões da cobertura florestal original e, por esse motivo, é onde estão localizadas as maiores Unidades de Conservação Federais. A densidade populacional na região é relativamente baixa e nessas condições, torna-se viável demarcar Unidades de Conservação de dimensões que seriam impossíveis nas regiões mais densamente ocupadas.

Unidades de Proteção Integral e Unidades de Uso Sustentável
O SNUC separa as Unidades de Conserva­ção brasileiras em duas grandes categorias de manejo: as Unidades de Proteção Integral e as Unidades de Uso Sustentável.
As Unidades de Proteção Integral têm como objetivo geral a preservação da biodiversidade, a realização de pesquisas científicas e o lazer, sendo admitido apenas o uso indireto de seus recursos naturais.
As Unidades de Uso Sustentável, por sua vez, têm como objetivo geral compatibilizar a conservação da natureza com o uso sustentá­vel de parcelas de seus recursos naturais.
A legislação não permite a prática de turis­mo em estações ecológicas ou a exploração de madeira em parques nacionais, estaduais ou municipais.
Dessa maneira, quando um grupo de biólogos está interessado em fazer pesquisa com espécies vegetais em áreas bem preservadas, procura uma estação ecológica. Uma família interessada em praticar ecoturismo e conhecer melhor a natureza da região onde vive, procura parques nacionais, estaduais e municipais. Já um grupo de empresários interessado em explorar madeira ambientalmente sustentável, procura florestas nacionais, estaduais e municipais.

O Parque Estadual da Serra do Mar, em São Paulo
A en­trevista da bióloga Eliane Simões, gestora do Núcleo Picinguaba do Parque Estadual da Serra do Mar, na página 35 do caderno do aluno, apresenta algumas características de uma das mais importantes Unidades de Conservação do Estado de São Paulo: o Parque Estadual da Serra do Mar.

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